O programa Nova Indústria Brasil (NIB) aprovou um investimento significativo de R$ 5,3 bilhões para impulsionar projetos inovadores e sustentáveis, visando aumentar a produtividade e a capacidade exportadora da indústria nacional. A informação foi divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Os projetos selecionados abrangem várias áreas. Entre elas estão motores elétricos para veículos, semicondutores para energia solar e hidrogênio produzido a partir de biogás. Dessa forma, esses investimentos buscam elevar a indústria brasileira a um novo patamar de competitividade.
De acordo com o governo, o programa Nova Indústria Brasil já aprovou R$ 78 bilhões. Os recursos fortalecem a indústria nacional. As linhas de crédito vêm do BNDES e da Finep.
Nesse contexto, a Nova Indústria Brasil possui um montante total de R$ 300 bilhões até 2026. Os recursos são geridos pelo BNDES, Finep e Embrapii. Além disso, eles também integram o Plano Mais Produção, liderado pelo BNDES.
Ainda segundo o MDIC, a maior parte do orçamento vem do BNDES. Somente neste ano, o Banco aprovou R$ 4,9 bilhões em operações diretas e indiretas. Ao todo, o BNDES destinou R$ 71,9 bilhões para projetos alinhados às metas da nova política industrial. O investimento ocorre por meio de diferentes linhas de financiamento, como o Mais Inovação Brasil e o Fundo Clima.
Nova Indústria Brasil – Recursos aprovados
Para garantir a efetividade dos investimentos, o BNDES realiza um monitoramento contínuo do progresso dos projetos que apoia, tanto diretamente quanto em relação aos seus impactos ambientais. A liberação dos recursos ocorre de maneira gradual, com a exigência de documentação que comprove os investimentos realizados.
Como reforço à transparência, todas as operações contratadas pelo Banco são publicadas em seu site. Isso consolida sua posição como a estatal mais transparente, conforme reconhecido pelo TCU e pela CGU em 2023.
Da mesma forma, a Finep vincula a liberação de recursos à comprovação do seu uso.
Inovação e digitalização
Segundo dados preliminares do BNDES, somente em 2023 o crédito aprovado para iniciativas alinhadas à NIB totalizou R$ 67 bilhões. Entre esses valores, uma parcela significativa foi destinada a projetos de inovação e digitalização em vários setores industriais, como parte do programa Mais Inovação Brasil.
Recursos não reembolsáveis
Além dos financiamentos tradicionais, a Finep já aprovou R$ 6,1 bilhões desde o ano anterior, destinados ao financiamento de 670 projetos. Esses recursos apoiam iniciativas de inovação nas modalidades de linha de crédito e recursos não reembolsáveis. Nesse campo, há destaque para projetos de transição energética, como a produção de hidrogênio renovável a partir de biogás.
Nessa modalidade, que envolve recursos não reembolsáveis para institutos de ciência e tecnologia e subvenção econômica para empresas, a Finep já disponibilizou R$ 1,7 bilhão para 292 projetos.
Chamada pública
Atualmente, estão abertas 11 chamadas públicas da Finep como parte do Programa Mais Inovação. Elas abrangem diferentes áreas e modalidades de financiamento. Ao analisar o programa, observa-se que ele conta com um montante de R$ 61 bilhões até 2026, direcionados a linhas de crédito com taxa TR, sendo R$ 21 bilhões do BNDES e R$ 20 bilhões da Finep. Além disso, a Finep também disponibiliza mais R$ 20 bilhões na modalidade não reembolsável.
Paralelamente, a Embrapii vai destinar R$ 1 bilhão para inovação, em conjunto com o Fundo Nacional de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico (FNDIT).
Nova Indústria Brasil
A nova política industrial brasileira, lançada durante uma reunião do CNDI em Brasília, em janeiro, tem como objetivo combater a desindustrialização precoce do país. Para isso, articula diversos instrumentos de Estado para estimular o setor produtivo e promover o desenvolvimento industrial até 2033. Assim, busca fortalecer a competitividade nacional e impulsionar a neoindustrialização do Brasil.
Fonte: MDIC







