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Cresce o número de startups de base científica e tecnológica em São Paulo

Pesquisadora com luvas e óculos de proteção segurando lâmina de microscópio, simbolizando o crescimento de startups de base científica e tecnológica em São Paulo.

Cresce o número de startups de base científica e tecnológica em São Paulo

Os números apresentados resultam de um mapeamento realizado pelo Sebrae for Startups, em parceria com a aceleradora Wylinka. A partir dessa iniciativa, foi possível traçar um panorama do ecossistema de startups científicas e tecnológicas no Estado de São Paulo. Além disso, o estudo evidencia o papel estratégico da ciência aplicada no desenvolvimento econômico e na criação de novas soluções para o mercado.

De acordo com o levantamento, o Estado conta atualmente com 388 startups desse perfil em operação. Em sua maioria, essas empresas desenvolvem tecnologias em biotecnologia, big data, inteligência artificial e machine learning. Nesse sentido, os segmentos mais atendidos são saúde, bem-estar e agronegócio. Essas áreas, por sua vez, concentram alta demanda por inovação, eficiência e soluções de impacto.

Principais polos de inovação no Estado

Nesse contexto, a cidade de São Paulo se consolida como o principal polo do Estado. Atualmente, o município reúne cerca de 40% das startups científicas identificadas. Na sequência, aparecem outros centros relevantes de inovação. Campinas concentra 10% das empresas, São Carlos 8,2%, Ribeirão Preto 7,8% e São José dos Campos 4,6%. Esses polos, portanto, refletem a forte conexão entre universidades, centros de pesquisa e o setor produtivo.

Quanto ao perfil de inovação, cerca de 90% das startups mapeadas detêm uma nova solução tecnológica. Desse total, 62% direcionam suas soluções para mercados já consolidados. Com isso, o foco recai sobre ganho de escala e competitividade. Por outro lado, 29% aplicam suas tecnologias em mercados ainda não explorados. Esse movimento, assim, indica espaço para a criação de novos modelos de negócio.

Em relação à maturidade, a maioria das startups iniciou o desenvolvimento tecnológico entre um e cinco anos. Atualmente, aproximadamente 50% avaliam que suas soluções já estão prontas para o mercado. Esse dado, portanto, sinaliza um estágio avançado de validação e estruturação.

No que diz respeito aos investimentos, cerca de metade das empresas recebeu aportes superiores a R$ 1 milhão. Dessas, aproximadamente 70% se enquadram como micro e pequenas empresas. Nesse caso, o faturamento anual chega a até R$ 4,8 milhões. Esse cenário, assim, reforça a importância do apoio financeiro para o fortalecimento do ecossistema.

Além de recursos próprios, quase 70% das deep techs paulistas recorreram a programas públicos de fomento. Dessa forma, esses mecanismos viabilizaram o avanço dos projetos. Entre eles, destaca-se o Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da FAPESP. O programa, portanto, cumpre papel central na conexão entre ciência, tecnologia e mercado, conforme aponta o mapeamento.

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