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Cooperação em ciência, tecnologia e inovação com a China é prioritária no MCTI

Aperto de mãos entre executivos sobre fundo de circuitos, simbolizando parcerias de pesquisa e cooperação internacional do edital SPRINT da FAPESP 2023.

Cooperação em ciência, tecnologia e inovação com a China é prioritária no MCTI

A cooperação com a China em ciência, tecnologia e inovação ocupa posição central no MCTI. Além disso, essa parceria estratégica abrange áreas como fontes de luz síncrotron, clima, energia e espaço. Por esse motivo, o Brasil se destaca ao possuir desenvolvimento mais avançado que a China no campo das tecnologias síncrotron.

Durante o encontro, a ministra Luciana Santos reforçou essa prioridade na reunião preparatória para a VII Sessão Plenária da COSBAN, realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília, em 24 de agosto. Nesse sentido, ela destacou que a agenda bilateral avança de forma consistente.

O objetivo principal da reunião foi monitorar o andamento das ações previstas nos Planos Estratégico e Executivo Brasil-China, vigentes desde 2022. Ao mesmo tempo, o encontro buscou identificar iniciativas com potencial de gerar avanços concretos na VII Sessão Plenária da COSBAN, prevista para 2024. Assim, os países conseguem direcionar esforços para entregas alinhadas aos interesses de ambas as nações.

“A cooperação em Ciência, Tecnologia e Inovação com a China é prioridade no MCTI, que lidera três subcomissões da COSBAN”, afirmou a ministra. Com isso, ela reforçou o papel de liderança do Brasil nas articulações técnicas.

Parceria em tecnologias síncrotron

Na sequência, a ministra mencionou o memorando firmado em 30 de maio entre o CNPEM/MCTI e o IHEP, da China. Esse acordo, além de ampliar a colaboração científica, fortalece o desenvolvimento conjunto de tecnologias de luz síncrotron. Nesse contexto, o Brasil contribui com conhecimento avançado, reforçando sua posição tecnológica. Consequentemente, os dois países ampliam sua capacidade de pesquisa.

Outro ponto relevante foi o apoio do MCTI ao Centro China-Brasil de Mudança Climática e Tecnologias Inovadoras para Energia. Criado em parceria entre a Universidade de Tsinghua e a UFRJ, o centro renovou suas atividades até 2027. Entre os temas trabalhados, destacam-se planejamento energético, cidades inteligentes, mobilidade híbrida, inovação e empreendedorismo. Dessa forma, a cooperação avança em áreas estratégicas para ambos os países.

Colaboração no setor espacial

A ministra também destacou a colaboração no setor espacial, especialmente o desenvolvimento do satélite CBERS-6. O satélite utilizará a Plataforma Multimissão, criada pelo INPE. Graças a essa tecnologia, será possível gerar imagens mesmo sob nuvens, por meio de radar de abertura sintética. Segundo ela, o Brasil ainda não domina plenamente essa tecnologia. Por isso, a parceria com a China oferece oportunidade de aprendizado técnico. O MCTI investe cerca de R$ 250 milhões nesse projeto.

Em outra frente, a ministra ressaltou o papel do radiotelescópio BINGO, localizado na Paraíba. Além de permitir pesquisas sobre matéria escura, o equipamento impulsiona o avanço de tecnologias para cosmologia e astrofísica. Assim, o Brasil fortalece sua infraestrutura científica.

Por fim, ela destacou as atividades da Subcomissão de Indústria e Tecnologias da Informação e Comunicação. A cooperação envolve o CPQD e a Academia Chinesa de Tecnologia da Informação e Comunicações. O foco, segundo a ministra, é desenvolver projetos de comunicação avançada, ampliar a capacitação de profissionais e aumentar o intercâmbio técnico. Dessa maneira, a colaboração promove resultados duradouros e alinhados às necessidades tecnológicas do país.

Fonte: MCTI

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