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Bioeconomia ganha impulso e alavanca desenvolvimento tecnológico no Brasil

Pesquisador com máscara e luvas interage com interface digital de hexágonos e ícones de saúde/biotecnologia; bioeconomia e inovação tecnológica no Brasil com apoio do BNDES

Bioeconomia ganha impulso e alavanca desenvolvimento tecnológico no Brasil

Uma pesquisa recente realizada  pela Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) apontou que a bioeconomia pode gerar faturamento industrial adicional de até US$ 284 bilhões por ano até 2050. No entanto, esse crescimento depende de ações estratégicas e coordenadas entre setor público e privado.

Para alcançar esse valor, o país precisa mitigar emissões de gases de efeito estufa (GEE), consolidar a biomassa na matriz energética e expandir tecnologias biorrenováveis. Além disso, o investimento necessário soma US$ 45 bilhões, incluindo pesquisa, infraestrutura tecnológica e capacitação de mão de obra especializada.

Impactos no desenvolvimento científico e tecnológico

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a bioeconomia pode impulsionar a ciência e a tecnologia no Brasil. Além disso, o setor gera produtos de maior valor agregado e atrai investimentos nacionais e internacionais. No entanto, para que o país lidere globalmente, é essencial uma liderança clara e coordenada em toda a cadeia produtiva.

Em 2023, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) disponibilizou R$ 40 milhões para pesquisas de base no setor. Esses recursos apoiam startups, empresas e centros de pesquisa em química renovável, bioenergia, cosméticos, produtos de higiene, fármacos, moléculas agrícolas, tecnologias para biorrefinarias e sistemas agroflorestais. Assim, os investimentos fortalecem a capacidade tecnológica e incentivam a inovação contínua.

Estruturação governamental e integração entre ministérios

Com a nova estrutura criada pelo governo federal, quatro ministérios desenvolveram secretarias específicas para a agenda de bioeconomia: Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Agricultura e Pecuária (MAPA) e Povos Indígenas (MPI).

Segundo a CNI, é essencial que essas ações sejam coordenadas e contem com a participação de governos estaduais, municipais e da sociedade civil, incluindo a indústria. Dessa forma, a integração fortalece políticas públicas, promove investimentos privados e assegura que os projetos de bioeconomia se alinhem à sustentabilidade, inovação e crescimento econômico.

Portanto, o Brasil tem condições de consolidar a bioeconomia como um dos principais motores da industrialização sustentável, criando empregos, atraindo investimentos e projetando o país como referência global no setor.

Fonte: Portal da Indústria

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