As liberações de crédito da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) somaram R$ 1.164.237.412,49 até a última sexta-feira, dia 14. Com isso, o volume ficou 2,3 vezes maior que no mesmo período de 2022. Além disso, o valor superou em 3,6 vezes o registrado em 2021. Do total desembolsado, 89% vieram do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Na sequência, 9% utilizaram recursos próprios da Finep. Já 2% tiveram origem no FUNTTEL.
Nesse cenário, as operações descentralizadas ganharam destaque. Elas quase dobraram a média mensal de desembolsos. Em 2023, o valor chegou a cerca de R$ 30 milhões por mês. Segundo Newton Hamatsu, superintendente da Área de Inovação I, diversos fatores explicam esse desempenho. Entre eles, está a entrada de novos agentes financeiros, como a Cresol. Além disso, houve a maturação de produtos como Aquisição Inovadora e Inovacred 4.0. Sobretudo, as novas condições de apoio vinculadas à TR tiveram papel decisivo. Dessa forma, as taxas de juros se tornaram mais baixas e previsíveis.
Comparativo histórico e contexto econômico
Historicamente, apenas em 2014 a Finep registrou volume semelhante de desembolsos no primeiro trimestre. Naquele período, o país vivia o auge do Programa de Sustentação do Investimento (PSI). Na ocasião, as taxas eram pré-fixadas e incentivavam a contratação de crédito. Atualmente, o avanço das liberações também reflete a forte contratação ocorrida em 2022. Outro ponto relevante é a diferença entre a taxa Selic e a TJLP.
De acordo com Elias Ramos de Souza, diretor de Inovação, a demanda pode crescer ainda mais. Isso deve ocorrer caso a Medida Provisória nº 1.139/2022 seja sancionada pelo governo federal.
Por fim, Celso Pansera, presidente da Finep, destacou a relevância do crescimento atual. Segundo ele, o avanço acontece em um momento estratégico de descontingenciamento do FNDCT. Além disso, há uma ampliação da oferta de recursos reembolsáveis do fundo. Assim, o ambiente de fomento à inovação se fortalece no país.
Fonte: Finep







