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Política de inovação leva novidades tecnológicas para o campo

Produtor rural usa tablet com painel de smart farming em lavoura de milho, mostrando os efeitos da política de inovação no campo.

Política de inovação leva novidades tecnológicas para o campo

Atualmente, o agronegócio brasileiro vive um momento de intensa transformação. De um lado, cresce a cobrança da sociedade por práticas alinhadas aos critérios ambientais, sociais e de governança (ESG). De outro, a evolução tecnológica avança em ritmo acelerado. Nesse cenário, o setor passa a demandar investimentos cada vez mais relevantes em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Como reflexo desse movimento, o Valor Bruto da Produção (VBP) do agronegócio deve alcançar R$ 1,3 trilhão neste ano. O resultado representa crescimento de 2,2% em relação a 2022. Além disso, a projeção indica expansão da produção agrícola nos próximos anos. Especialmente com maiores investimentos em soluções digitais para otimizar processos produtivos.

A política pública que acelera a digitalização do campo

Com esse objetivo, o Governo Brasileiro promulgou a Lei nº 14.475/2022. A norma institui a Política Nacional de Incentivo à Agricultura e à Pecuária de Precisão. Na prática, a iniciativa busca ampliar a eficiência produtiva, reduzir desperdícios e aumentar produtividade e rentabilidade.

A partir dessa política, espera-se um agronegócio mais competitivo. Ao mesmo tempo, são previstos avanços importantes em sustentabilidade ambiental, social e econômica. Assim, a modernização do setor se consolida como eixo estratégico de crescimento.

Entre as diretrizes da lei, ainda pendente de regulamentação, destaca-se o estímulo à infraestrutura de pesquisa. Além disso, a norma apoia a inovação e o desenvolvimento tecnológico. Outro ponto relevante é a equiparação tributária entre itens nacionais e importados da agricultura de precisão.

No contexto da pecuária de precisão, tecnologias avançadas permitem monitorar e gerenciar a produção animal com maior eficiência. Consequentemente, aumentam-se a rentabilidade e o controle sanitário. Não por acaso, saúde animal, bem-estar e sustentabilidade ganham protagonismo.

Para viabilizar isso, sensores, drones e dispositivos de rastreamento por GPS coletam dados em tempo real. Em seguida, essas informações são analisadas com apoio da inteligência artificial. Como resultado, produtores obtêm insights valiosos para melhorar desempenho e qualidade.

Agricultura de precisão: gestão orientada por dados

De forma semelhante, a agricultura de precisão adota uma estratégia de gestão orientada por dados. Nesse modelo, informações são reunidas, analisadas e cruzadas. Assim, as decisões consideram a variabilidade do campo, otimizando recursos e aumentando a rentabilidade.

Além disso, a tecnologia permite identificar áreas problemáticas. Entram nesse escopo deficiências do solo e zonas climáticas desfavoráveis. Dessa forma, as correções se tornam mais rápidas e assertivas.

Paralelamente, tecnologias avançadas controlam a aplicação de fertilizantes e defensivos. Com isso, o uso se torna mais preciso e racional. Sistemas de informações geográficas (GIS) têm papel central nesse processo.

Quando integrados a outras soluções, esses sistemas ajudam a reduzir impactos ambientais. Ao mesmo tempo, contribuem para o aumento da segurança alimentar. Assim, eficiência e sustentabilidade caminham juntas.

Um mercado em rápida expansão global

Segundo estudo da Market and Markets, o mercado de agricultura de precisão deve crescer de forma consistente. O setor deve passar de US$ 8,5 bilhões, em 2022, para US$ 15,6 bilhões até 2030.

Em grande parte, esse avanço está ligado à adoção de tecnologias que reduzem custos de mão de obra. Somam-se a isso o uso crescente de dispositivos de Internet das Coisas (IoT). Além disso, mudanças climáticas e a demanda por alimentos reforçam esse movimento.

Outro fator determinante é a promoção de técnicas de agricultura de precisão pelos governos. Dessa maneira, a tendência se consolida globalmente como estratégia de desenvolvimento.

No Brasil, a Câmara Temática de Inovação Agrodigital terá papel central nesse processo. Criada pelo Ministério da Agricultura, ela articula os desdobramentos da nova política pública. Seu foco está na integração entre inovação, tecnologia e produção.

Nesse contexto, sensores, imagens e sistemas de controle tendem a se tornar predominantes. Além disso, a gestão de dados, o big data e a inteligência artificial ganham espaço. Como consequência, novos players devem ingressar no mercado.

Vale destacar que a inovação é decisiva para o futuro do agronegócio. Ela permite aumentar eficiência, reduzir custos e elevar a qualidade dos produtos. Ao mesmo tempo, amplia mercados e fortalece a competitividade internacional.

Adicionalmente, a inovação contribui diretamente para a sustentabilidade do setor. Por isso, os impactos positivos se refletem na economia nacional. Produzir melhor, com menos impacto, torna-se essencial.

Incentivos fiscais como alavanca estratégica

Diante desse cenário, os incentivos fiscais assumem papel estratégico. Eles estimulam a inovação e o desenvolvimento tecnológico. Isso ocorre por meio de créditos, isenções, reduções de impostos e financiamentos.

Nesse sentido, a Lei do Bem se destaca. Ela permite reduzir até 34% dos gastos com P&D no imposto de renda e na contribuição social. Trata-se, portanto, de uma alavanca relevante para empresas inovadoras.

Da mesma forma, as linhas de financiamento da FINEP merecem atenção. Elas oferecem juros subsidiados e condições atrativas. Entre os benefícios, estão juros de 4% ao ano e até quatro anos de carência.

Por fim, o potencial do setor exige investimentos contínuos e atualização constante. As iniciativas apresentadas respondem às demandas atuais do agronegócio. Seus impactos, tanto econômicos quanto ambientais, são significativos.

Assim, conhecer os incentivos disponíveis torna-se fundamental. A redução de impostos e o acesso a recursos funcionam como diferenciais estratégicos. Em síntese, são peças-chave dentro do ecossistema de inovação.

 

*Por Rodrigo Miranda, Especialista em Inovação e Diretor de Operações da G.A.C. Brasil

 

Fonte: Redação – Press Página

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